sábado, 13 de abril de 2013

Borboleta


Taparam-lhe os olhos da verdade
com as sombras da indignação.
E os únicos pensamentos que restam
é que vive em um mundo de inutilidade?

Teias de aranha da idade
se embolam em seus poucos nós
porque são invisíveis e frágeis
e lhe fazem parecer só

passos se perdem na trilha de pensamentos
que são intensos e inacabados
se vir a calma em um momento,
que tal deitar em seus braços?

ainda lhe restam mil anos
para navegar entre estrelas
aceite os presentes do universo
não se deixe afundar nos enganos

de herança lhe deixo meu anjo,
que da guarda, tropeça em graças.
para que siga vida nova e diversos planos 
e se esqueça  da antiga vida ingrata

não se afobe minha lagarta, 
seu brilho surgirá em breve (não desista!)
porque lagarta vira borboleta,
livre, bela e admirada...

(obs: dedicado à minha grande amiga e irmãzinha)