quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Delírios de um amor platônico

Anjo, você desapareceu em meus braços
como uma efêmera partícula de vapor
e as únicas coisas nos unem
são esses belos laços de amor

Anjo, mas a verdade pura e bela:
é que você nunca esteve lá
e o que ainda me mantém presa à Terra
é o que insiste em me arrastar

Loucamente, de volta a você.
Teu magnetismo me afunda
em um mortal abismo , de você
minha alma inunda.

Meus sentidos se afogam
tua imagem me invade, insolente!
e em um segundo fatal
se espalha em minha mente

Quem dera fosses real,
queria que fosses meu,
só assim teria certeza
de que minha alucinação de você é natural.