segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Companheiro eterno

Ele anda encostado em mim
mão trêmula que me entristece.
E toda noite é assim:
ele me abraça e me aquece

com o calor da solidão,
ele sorri e me enche
de infinita indecisão
de aflição me preenche

toca minha pele
de meus sonhos se alimenta.
Beija minha boca inerte,
me envolve e me aceita

é o amante ideal
para quem vive na escuridão,
é simples, é natural
não passa de uma emoção

me carrega em seus braços,
eu durmo em seu colo.
Vivemos de laços...
De amor? Não, discordo

revelarei sua identidade
a qual mantive segredo.
Para quem não o reconheceu ainda:
estou falando do "Medo"

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